quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

quarta-feira, 16 de junho de 2010

FIM DE DESTE
...amados (mesmo não os conhecendo pessoalmente, sintam-se todos inclusos nesse termo); venho através deste fechar o "mildinterior".
Sou muito grato a todos que pacientemente leram e até comentaram em postagens. Esse blog foi um grande desafio para mim, que sempre demonstrei dificuldades em relação a internet e manter-me conectado a esse mundão aqui dentro...aprendi demais neste, me eduquei e com certeza evolui com os toques de pessoas pacientes. Certas vezes é preciso romper com que se passou... ás vezes para começar acertar só exige parar com o erro, é tão lógico que não conseguimos assim fazer...
logo mais quero trazer mais coisas novas minhas pra dentro daqui...
Só mais um último texto pra esse ( relaxem que é o ultimo post longo... em terra de 140 caracteres, a gente fica tenso quando ve um monte de letrinhas,rs)
abraço mild do interior

10.06.10
(Cedo)
Centro com chuva...
Gente e mais gente.
(...)
Época de copa: camelôs atiçados, pessoas indecisas.
Entro e saio de tantas “Casas de Doces” a procura de uma tal paçoca “Amor” que costumo comprar. Acho todo tipo de doces; junho, festa Junina... já havia esquecido!
Engraçado a mistura de enfeites desse ano: cores do Brasil nas bandeirinhas de São João e alguns outros “apetrechos”, tudo de certa forma exagerada e cafona... atrativos para vender mais, estão nos ambientes das lojas, produtos e até nos uniformes dos vendedores. Quem já trabalhou no ramo sabe como o comércio exige a cada mês, para que no final de cada tenha a quantia a ser recebida (deixo aqui a ambigüidade em: “no final de cada”) e tudo vale, é claro, para a “satisfação” de quem compra. No caso desse mês festivo existem boas possibilidades para uma “felicidade” em ambos os lados, vendedor e consumidor.

Ah é... estava a procura da “Amor”; mas no tumulto do Centro, busca fracassada!
Para aproveitar a ida até lá, um passeio descontraído no Mercadão e uma visita na Galeria Helena Calil ... vejo algumas gravuras, fico ou já estava tenso (às vezes não me percebo)?
Volto para casa estranho e chego ao final do dia de igual modo. Tomo tranqüilizantes, depois de anotar algo e escutar certas músicas.
(...)
Luz apagada; minto, nem todas. A luz localizada da pequena luminária deixa o ambiente aconchegante e em cobertas leio uma “graphic novel”, incrível como o cara conta os “Retalhos” de sua vida em desenhos, nanquim e pincel ! Interrompido por minha mãe que entra sorridente no quarto com sua nova aquisição: mais um do John Piper... fico com o livreto na mão e folheio muito em pouco tempo... o velhinho de um terno só consegue chamar minha atenção, através dele algo me desperta uns sorrisos antes que o sono chegue.
Apago a luminária e a mim... durmo profundo e demoro para levantar. “Acho que durmi bem
mesmo” (saudade de dizer isto). Mentalizo os afazeres do dia e assim levanto melhor do que o dia passado.
(...)
Caminhando na avenida lembro da loja de conveniências ao lado do prédio... ali foi a última vez que vi a “tal paçoca”! Está ali, sessenta centavos cada, pego quatro ( pretendo presentear pessoas)!
Fico feliz. A embalagem simples me atrai há tempos, seu conteúdo
é doce e dá energia!
Com “essas”, divago... Realmente não existe outro combustível para esse “tempo de duração das pessoas” se não for por conta dessa pequena palavra impressa que agora tenho em mãos. Essa de significado tão minimizado em pequenas alegrias, como a que sinto agora em ter comprado o que eu queria.
Mas enfim, o que mais me incomodou e gerou arrependimento de ontem para hoje é que depois de tanta procura pela dita “Amor”, em tantos lugares em uma manhã fria e chuvosa, o esforço só me levou a um dia triste e um sentimento de missão não cumprida... achá-la hoje aqui do meu lado, apenas me leva a metáforas e aplicações das mais óbvias possíveis, e humildemente reconheço o quanto sou tão cheio de falhas e inconstâncias.
(...)
Pedido: que um dia verdadeiramente aprenda e viva as palavras simples que me circulam.





























quinta-feira, 6 de maio de 2010

3 de abril de 2010

"...aprendendo viver feliz em toda e qualquer situação."(Paulo de Tarso em mim, no gerúndio)
-Tento deixar isto sempre em pauta, fresco na memória.Na maioria das vezes, sobre Paulo, lembrava daquele:"Tudo posso naquele que me fortalece...", logo esquecia que pra chegar nessa afirmação, o cara fez um rolê bem osso!
Sabe, admiro pessoas pelas situações de vida e como superam tais, caso ao contrário (principalmente quando há respaldo) relevo...deixo explicar melhor: não me impressiono facilmente com textos,imagens ou até mesmo ações de pessoas que fazem por assim dizer que fazem tal coisa; mas sim considero a intenção e situação que as levam a fazer isto. E mais, o modo como essas vivem tem grande peso de veracidade naquilo que realizam. Outra coisa, os "de vidafácil" são tão sem sal... sou admirador das pedras do caminho; sim agradeço pelas tretas... a complicação na real não é o problema em si, a pedra no caminho serve tanto, exemplos: um tropeção, atacar alguém, parte de uma construção,descanso, fazer uma escultura ou mesmo uma famosa poesia... além de acertar a testa de um gigante, como aquela história bíblica.
Da infância, lembro de um desenho que assistia várias vezes: "Em busca do Vale Encantado".Narra a história de filhotes de Dinos em uma jornada; frisei uma fala de um desses enquanto passava em um lugar de ossos e de morte: "-eu rio na cara do perigo!". Passei a infância e adolescência com isso alojada na mente, até que a vida mostrou o quanto vivo no medo e em geral como a sociedade assim vive. Diante disso,hoje vejo o quanto é interessante passar pelo medo e saber direcioná-lo é a questão, há algum tempo escrevi: "tenho medo, mas encaro tudo." Isso é verdade em mim, pois a exemplo de Paulo creio que tenho uma força e ela em mim produz uma alegria que vence e supera qualquer adversidade, sendo que tal força de nenhum modo pode ter sido gerado de mim ou do que faço. A partir disso, entro no significado de um termo que ao ler J.Piper, aos poucos melhor aplico:"Hedonismo Cristão"( ainda a ser mais praticada)... passando por isso, chego,na verdade volto pra um velho amigo que também depois de rachar muito a caxola em crises existenciais se envolveu com as ideias do louco de Tarso em relação a vida... Santo Agostinho em "Confissões",escreve mais ou menos assim: "fomos criado por algo e nossos corações vivem inquietos enquanto não repousa nesse algo."( tire suas conclusões sobre "esse algo", aliás esse texto não diz respeito a religião, apenas estou divagando sobre vida e problemas).
Enfim, deixo o sábio verso de rap do início da década: "é muita treta, mano, é muita treta,vish, mano é muita treta." E também deixo vários risos e sorrisos, para os olhos memorizarem (não se esqueçam, quanto mais você sorri durante o dia, melhor você dorme).

abraçomild

quinta-feira, 8 de abril de 2010

os 16 anos

Estoque de alguns pedaços de papéis com desenhos e ideias de uns anos atrás...
ñ esquecer : uma letra é um desenho; um grafiteiro é um "writer", um escritor que escreve torto e errado...
um provérbio africano:
"Até que os leões tenham seus próprios historiadores, as hitórias de caçadas continuarão glorificando o cacador."



































































































































































































































































































































































































































































































domingo, 4 de abril de 2010

(domingo, introspectivo e estranho)
-Enquanto observava a chuva da janela do quarto notei um senhor grisalho com trajes de maratonista andando descalço e com algo enrolado na camisa,pelo formato foi fácil deduzir que eram seus calçados de correr.(...)Esperei ele desaparecer do ângulo de visão...comecei a pensar por que aquela cena tanto me havia chamado a atenção, era certo que o jeito que andava desviando-se das poças e sua enxarcada roupa coloridaficaram alojadas na minha mente.Sem demora veio a frase que havia escutado durante a semana: -...a vida é sim uma tempestade com alguns momentos de 'mar de rosas'(diferente do que é muito dito hoje em dia) e aquele maratonista naquele momento eraa expressão disso, seus cabelos brancos mostravam que ele sabia o que estava fazendo;era preferível hoje enfrentar o caminho andando devagar e desviando-se das poças maiores,mas mantendo o calçado seco, do que chegar em casa com ele também molhado. Bem provável que o usaria no próximo dia para os seus treinos e correr com tênis molhado não é nada confortável(dá até frieira). Os marinheiros experientes sabem que depois de toda tempestade sempre vem a bonância, sendo que no meio da turbulenta situação é difícil de concentrar-se nessa verdade.(...)Percebo isso e é sério:- é bom passar dias todo enxarcado, com os pés molhados pisando no asfalto cheio de poças!o fato que quando a chuva parar apenas seco meus pés, calço meu tênis que mantive seco e saio correndo novamente.

sexta-feira, 26 de março de 2010

fui ali comprar cigarros...e já volto...

2009/5/1
"Uma cidade do interior não tem hora de ponta/pico, como diz o artista plástico Egídio Rocci, SJC tem o "minuto de ponta/pico". É fácil verificarmos o quanto isso facilita a vida diária e a consequência disso é a já visível imigração dos paulistanos para SJC.Por outro lado, por maior que seja essa cidade ela fica com um "savoir faire" provinciano, e os seus meandros podem ser comparados às mesquinhezes que ocorrem numa cidade do tamanho de São Luíz do Paraitinga. Desculpável na última, face à falta de oportunidade e educação, imperdoável na primeira que se encontra a uma hora de São Paulo e de todas as oportunidades, sobrevoada por aviões, repleta de shoppings e engenheiros. São José dos Campos não é caipira, não é mineira apesar dos mineiros, não tem tradição tropeira e dizem que a tuberculose foi uma fraude. Ela é a capital do Vale do Paraiba e tem um aeroporto, ela é uma cidade aérea! As pessoas optam por não nascer nem morrer aqui. Passam uma longa temporada e piram-se.
É na ausência que eu vejo o problema. Não no facto de nunca ter estado, mas no momento em que decide ausentar-se, explorar novos caminhos… comprar cigarros. Chega um momento que ele ou ela é compelido a sair e a volta torna-se para sempre complicada. Porque a partir daquele momento a cidade desenlaça o abraço. O nó que apertava a ligação de um ente ao outro era o momento de estudo (preparação) ou produção (trabalho), quando a ligação enfraquece tudo perde o sentido e é como se jamais estivem estado aqui.
Ouço por vezes, o grafiteiro Thiago Mild expressar-se com carinho sobre SJC apesar da raiva que também nutre pela limpeza que a politica cultural joseense exige. Diz-se caipira, joseense, rapaz do interior sempre que se encontra em São Paulo, e no ar permanece o eco que questiona o verdadeiro valor destas palavras. Thiago de caipira não tem nada, basta vir a São Luíz, não é o "r" enrolado que o diferencia de São Paulo onde os "r" também andam aos rodopios pela boca adentro. Olho para o rapaz de 20 anos e vejo a sua necessidade de sair e correr atrás do mundo, com a preocupação de não deixar cair o abraço, porque sabe instintivamente que a cidade esquece. E que apesar de não fumar, dez minutos depois todos pensarão que fez o mesmo de sempre: foi ali, disse que já vinha e não volta mais."
Celia Barros (artista plástica/Portugal)
(...)
2/5/09
"Será São José dos Campos a terra de nínguém?Quando li o texto da Celia fiquei pensando nisso. Ai me veio na cabeça uma reportagem que lí muito tempo atrás a respeito da Itália. Dizia a reportagem que na Italia em algumas dezenas de anos não haverão mais italianos. Com taxa de natalidade muito baixa, e se não me engano negativa, somado com uma migração legal e principalmente ilegal de estrangeiros, que procuram ali um espaço para se viver, a Itália hoje busca soluções para o problema através de leis mais rígidas de controle de imigração e de incentivos para aumentar a taxa de natalidade .Mais o que São José tem haver com tudo isso?O fato é que me parece cada vez mais encontrar na cidade menos joseenses. Obviamente as razões são bem diferentes da Itália. Aqui por exemplo se nasce mais do que se morre.São José dos Campos vive outros problemas.Como a própria Celia mencionou as pessoas procuram outros limítes pois a natureza que motiva a permanencia é da ordem familiar e da ordem do trabalho. O mundo globalizado informa e motiva o indivíduo a ampliar suas fronteiras.Assim não tem nada que segure mesmo.O cara espirra.....Na questão dos " estrangeiros" que vem pra cá ( paulistas e o mundo inteiro) basicamente o que os trazem aqui é o trabalho, que absorve grande parte do tempo destas pessoas, que nos momentos de lazer procuram a família em outras cidades, São Paulo que oferece todo o tipo de entretenimento, do mais banal ao mais erudito e refinado, ou os shoppings, os hipermercados e os parques de nossa cidade. Quando nenhum deste serve, resta ficar em casa, na proteção das paredes que a edificam e dos muros monitorados que formam esta infinidade de ilhas urbanas que são os incontáveis condominíos fechados e talvez numa menor escala os edifícios.Mas sou joseense e sei que não sou o único. E sei de muitos também que foram criando suas raizes por aqui. Talvez raizes mais delgadas e frágeis, mas que com um pouco de adubo e água (CULTURA) podem se fortalecer.Tenho um carinho muito grande por este lugar apesar dos seus inúmeros problemas , principalmente da ordem cultural. Ai me pergunto: O que me resta a fazer diante desta consciência e destes fatos que provavelmente muitos não sabem , não querem saber e tem raiva de quem sabe?Nada?Posso parecer autoritário em achar que devemos lutar em prol de um terrítorio baseados no modo que vemos e constatamos os fatos, e que acreditamos que tudo isso precisa mudar, mas prefiro correr este risco que ficar esperando e torcendo para que as coisas caminhem melhor.Tenho pensado muito o meu trabalho numa abordagem mais crítica e contundente à situações que vivemos em nossa cidade, e penso que esta é uma das melhores formas de contribuir para um mundo, não sei se melhor , mas com certeza diferente.Não sou em absoluto contra o ir e vir de qualquer um por qualquer motivo, nem tão pouco tenho xenofobia, só penso que quando optamos por um território devemos cuidar dele com muito carinho , adubando e aguando sempre para que as flores e os frutos apareçam."
Giancarlo Ragonese (artista plástico)
http://nucleosjc.blogspot.com/2007/09/giancarlo-ragonese.html
(...)
"Achei interessante sua perspectiva desde o ponto de vista joseense. Alguém que vê o seu território sendo alagado sistematicamente por rios económicos impregnados de gente. Água parada, que a terra não absorveu. Gente sem raízes, ou melhor, com as raízes noutro lugar, pisa sem ver as raízes da terra onde está. Daí as dificuldades de ter público em qualquer evento cultural na cidade. Queria também ressaltar, que sinto falta de um abraço dos que estão. Inclusive da classe artística. Já por aqui passou muita gente, e por mais que tenham feito ou desfeito, depois que morrem, ou espirram como tu disseste, simplesmente são esquecidos, ou recordados momentaneamente com um sorriso nos lábios. Um sorriso que julgo irónico e não percebo porquê.Lembro-me da Mónica Nader, do Johann Gutlich, Fiaminghi, Célia Euvaldo… cadê a memória dessa gente?Não penso que a solução esteja apenas no museu que não existe.Cadê o abraço dos artistas?Desde que saí de Portugal, já saíram dois artigos sobre o meu trabalho no jornal da cidade onde cursei durante 3 anos a faculdade. Nunca mais voltei, nem eu nem outros, mas isso é um assunto que interessa à cidade. Isso acontece com quase todos os que saíram da cidade ou da faculdade.Também não quero dizer que a culpa está simplesmente no Vale Paraibano.Ás vezes olho para o George, para o Gian, para o Thiago e penso… depois de tanto, o dia em que saíres daqui simplesmente não existirás."
Celia Barros (artista plástica/Portugal)
http://celiabarros.blogspot.com/

obs: nunca postei só txt nesse blog, mas relendo esta discussão achei conveniente
arquivá-lo aqui... é um assunto interessante em relação a realidade que não só eu,
mas outros artistas daqui passam.

abraçao
mild

segunda-feira, 15 de março de 2010

"genuíno no meu hino, desde menino/ninguém fica ao relento no meu testamento/às vezes falo muito, me empolgo deslumbro/às vezes não me considero parte deste mundo/(...)
a verdade no fim sempre prevalece/a lírica vereda não quer saber mais de treta nem de estresse/na fé de D-E-U-S/chorei muito, fiquei triste(...)"
Gustavo Black Alien
...então, passa ano entra ano e a vida acontece... tretas, pessoas entram e saem de cena...
mas tem uns indivíduos que permanecem... Alemck e FabioCaiana comigo são assim;
sanja, zona sul, Jardim Portuga. Rua, skate,tags, tattoos... dor,suor.
Cores difíceis que aprendemos a enxergar. Só sabemos que apesar das nossas
quase sempre sujas mãos existe uma fé (convicção que não sabemos tão bem explicar, só sentir)
que mantém nossas mentes limpas e ligadas... e cientes do motivo de ainda estarmos vivos.

OUTRO ASSUNTO:
2002, a secretaria de Urbanismo de nossa cidade adotou uma política
de cidade limpa, na qual considerava graffitti "apenas" sujeira.
Desde esse ano, qualquer pessoa que pintasse com sprays na rua
poderia ter seu material apreendido e na maioria dos casos assinar
um b.o, isso mesmo com permissão do dono do muro!
(...)
2004, um ano que agradeço artísticamente a um cara que
a tempos não vejo... Guilherme Snirf, trabalhava num lava-rápido
e "invistia" uma boa parte do seu salário com spra
ys e apesar de
prestar serviços comunitários por ter sido pego fazendo throw-ups
continuava pintando escondido em lojas e terrenos aban
donados,
lixões e esgotos... tinhamos por volta dos 16/17 anos e estavamos a todo
vapor para pintar, pois antes apenas víamos os caras mais velhos fazendo
e não tinhamos grana pra comprar tantas latas...
ás vezes relembro esses anos ... e agradeço a essa falta de lugar e material
que o provincianismo de morar no interior me ofereceram... hoje v
ejo como
combústivel pra ter continuado e ser verdadeiro no que faço.
Diante dessas lembraças sempre recordo desse texto do Miró,
que li faz tempo e me inspiraram continuar sonhando com arte
independente da onde moro, do que e na onde estudo ou n
o que trabalho...
tão somente o que faço e o que me leva a continuar fazendo:
"...a única coisa que é clara para mim é que prete
ndo destruir tudo o que existe na pintura.
Eu tenho um desprezo total pela pintura. A única coisa que me interessa é o ESPÍRITO em si mesmo, e só utilizo as ferramentos vulgare
s do artista - pincéis, telas,tintas - para com elas obter os melhores efeitos... não estou interessado na minha escola, nem em nenhum artista. Nem um. Só estou interessado na arte anônima, a que salta do incon
sciente coletivo. PINTO A FORMA COMO ANDO AO LONGO DA RUA...quando estou de pé em frente de uma tela, nunca sei o que vou fazer, e não há ninguém que fique mais surpreso com o que sai de que eu próprio..."

CONTINUANDO:
...no último post coloquei uns rascunhos de um caderno de viagem... no meio deste achei mais alguns e acabei fazendo esses padrões... gosto de repetir esses desenhos mais simples.
De braços abertos sempre para o que der e vier josseenses!
mild

















































































































sábado, 13 de março de 2010

peguei esta foto no flickr do Gustavo Salazar.
Quando fiquei em Santiago passei um tempo na casa dele... ele estuda na capital, mas veio do interior do Chile; triste ver o estado que ficou a cidade onde ele cresceu depois dos terremotos.
...depois de ver na tv sobre o que estava acontecendo lá, várias paradas passaram em mente e dentre tantas coisas ruins uma lembrança boa me veio... as conversas de noite
com Ignacio e seu avolito, sobre história da América Latina (todos temos um pouco de Che) debaixo de uma parreira no quintal da casa dele tomando vinho com frutilhas, ouvindo Violeta Parra(entre outras cantigas regionais deles) e vendo seu cão Ram ...
Ignacio, ou Nase estudou História e no momento estuda Direito , quando fui embora me deu um livro sobre o Chile que voltei lendo durante as quase 50 horas de onibus semi-leito até o Brasil. Ele estava a poucos aqui em S.José, durante férias veio grafitar e conhecer o país, não pode voltar a tempo para seu país já que os aeroportos estavam fechados.
...alguns desenhos de um caderno de viagem da época e um "salve" do Hozeh outro hermano gente boa demais que conheci na 12Bcrew ... espero que todos estejam bem!
...um graffiti meu com o Bza em Concepcion. abraço mild

























































































Quem sou eu

Minha foto
2 def. Mild: rabiscou todos os papéis e paredes da sua casa na infância e na adolescência esses rabiscos foram para os muros do seu bairro através de graffitis. Designer gráfico de formação, prefere o termo artista gráfico.Colaborou com o coletivo de arte contemporânea NÚCLEO, que visa ampliar o espaço artístico no Vale do Paraíba. Estudou pintura e ilustração na Quanta Academia de Artes, é co-idealizador do APENERA. 1 def. ThiagoCosta, ou "mild" mesmo. Nasceu em 88 no Vale do Paraiba. Iniciou sua "vidaprofissional" aos 16 anos como entregador de panfletos do ateliê de desenho do bairro onde morava. Passou por vários tipos de trabalhos dentre eles: estagiário de estoquista, vendedor de calçados em shopping, garçom de bar, fotocopiador, operador de impressão digital, arte-finalista para off-set,auxiliar de montagem de adesivos, pintor de paredes, arte-educador e até artista plástico! (...) Em 2007 formou-se em Design Grafico.Em 2008 estudou Pintura e Ilustração na Quanta Academia de Artes.

Arquivo do blog

estoque de blog's / garimpar